Comecei programando em PHP em 2010. Passei por outras stacks, agências, startups e empresas de diferentes setores. Construí sistemas, vi software virar produto, produto virar negócio.
Essa base de engenharia de software ficou comigo. Hoje percebo o quanto ela molda como enxergo dados: penso em pipeline como sistema, em dado como contrato, em confiabilidade como consequência de decisões de design. Não de sorte.
Foi com essa cabeça que migrei para dados.
Onde estou agora
Sou Specialist Data Engineer na ZUP Innovation, no time de plataforma de dados do Itaú Unibanco, numa arquitetura Data Mesh que serve centenas de times: analistas, engenheiros, cientistas de dados, modelos em produção.
Meu trabalho não é construir pipelines. É construir a infraestrutura que permite que cada consumidor encontre um dado confiável, documentado e acessível. Sem precisar depender de um time central para ter acesso ao que precisa.
Quando funciona, um analista responde uma pergunta de negócio em horas, não em semanas. Quando não funciona, um modelo de crédito toma decisão com dado errado. A primeira coisa que ninguém vê é onde o problema começou.
É nesse espaço que trabalho.
De onde vim
Na Agenda Edu, atuei como Data Engineer Manager. Entrei como o primeiro engenheiro de dados da empresa: sem time, sem arquitetura, sem cultura de dados. Saí com uma plataforma operacional, um time de dez pessoas, e uma relação próxima com founders e Head of Product para alinhar onde a plataforma precisava chegar. Não só o que precisava ser entregue na semana.
A decisão técnica mais importante raramente é técnica. É sobre o que o negócio precisa confiar, quem precisa ter acesso, e qual é o custo real de estar errado.
O que faço aqui
Escrevo aqui sobre essas decisões: as que tomei, as que evitaria hoje, e as que ainda não têm resposta clara. Se você já ficou na dúvida se o problema era técnico ou de pessoas, e no fundo sabia que era os dois, provavelmente já passou por algo parecido.